domingo, 2 de agosto de 2009

Projeto Literário:O menino Leo e o poeta Noel - 4° ano de escolaridade - Colégio Carmo
















O livro "O menino Leo e o poeta Noel" de Neusa Sorrenti serviu como ponto de partida para desenvolver um projeto literário e também para o estudo da obra do compositor Noel Rosa.





No primeiro dia do projeto as crianças chegaram a sala e viram um ambiente montado com fotos de Noel,discos de vinil, objetos antigos e puderam ouvir um CD com gravações de músicas compostas por Noel Rosa que foram citadas no livro que iram ler.





Ao som das músicas de Noel,as crianças desenharam em cartazes tudo que ouviam na música e puderam então penetrar no mundo da boémia, do subúrbio e do cotidiano do poeta Noel.





Ao lerem o livro as crianças já tinham um certo conhecimento daquele universo o que foi muito enriquecedor.Qual não foi a minha surpresa ao ver que as crianças adoraram a música "Pierrô Apaixonado" e viviam pedindo para que eu colocasse o CD para que pudessemos cantá-la.





Foi um projeto de grande enriquecimento cultural para todos, com certeza!
Poemas inspirados na música "Conversa de Botequim" de Noel Rosa

POESIA:QUEM DIRIAS
AUTOR: Pedro Novaes Oliveira
Seu garçom me traga uma pizza
bem quentinha
e uma Coca geladinha,
Minha pizza é portuguesa
e quero uma mesa
perto da televisão
que eu vou assistir o Faustão.
POESIA:CONVERSA COM O GARÇOM
AUTORA: Letícia Schelb Reis
Seu garçom faça o favor,
de ouvir o meu pedido,
mas pegue o papel,
ele vai ser comprido.
Me traga uma pizza e uma Coca
batatas com mandioca
um copo de sorvete
e anote meu lembrete
Batatas com sal
mandioca de arraial.
A pizza de calabresa,
duas Cocas para esta mesa
Mas vá rápido!
Já terminei meu pedido!
POEMA: O que eu pedi para o garçom
AUTORA: Mª Clara A. Santos Ferreira
Uma picanha bem passada,
uma Coca
bem gelada,
De sobremesa
um petit gateu,
sobre a mesa
Chega a hora da conta
quando vi o total
pulei pra trás,
cento e noventa reais!






Culminância do Projeto Cartas - Colégio Carmo e Escola Municipal Prof.ª Carmelita Guimarães







Depois de trabalharmos a carta como gênero literário, com suas devidas características, partes e usos, os alunos do 6º ano 2 de escolaridade foram convidados a escrever uma carta para um colega, ainda incógnito, falando sobre suas características físicas e psicológicas, preferências, etc. e a fazer ao seu futuro correspondente perguntas de seu interesse.
No Instituto Nossa Senhora do Carmo, um aluno foi sorteado para ser o carteiro. Chegando de surpresa, ele distribuiu aleatoriamente as cartas. Assim, cada aluno passou a ter um correspondente fixo. Uma vez por semana eram escritas as cartas durante a aula de Língua Portuguesa e era também escolhido, em ambas as escolas, o carteiro que fazia a entrega das correspondências de modo muito criativo.
As cartas tinham às vezes tema livre e também assuntos sugeridos no programa como o que estavam estudando em História e a realização de nossa Festa Junina. Após a leitura silenciosa, os alunos faziam também uma leitura em voz alta das cartas para que pudesse ser trabalhada a oralidade e desenvoltura dos alunos.
Ao final do Projeto , no dia 30 de junho de 2009, realizou-se no Instituto Nossa Senhora do Carmo um encontro onde os correspondentes se apresentaram, passearam pelas dependências da escola e puderam interagir em uma tarde alegre através de jogos, brincadeiras e um lanche comunitário oferecido pela direção, pais e alunos do Instituto Nossa Senhora do Carmo.

domingo, 12 de julho de 2009

Unidade 18 - Coerência textual

ATIVIDADE 6

Observe a tirinha que ilustra como a compreensão de códigos desconhecidos pode se dar.

1 - Relacione o que o gato pensa no terceiro quadrinho ao miado do primeiro: foi usado o código língua portuguesa nos dois casos? Por quê?

R = Na tirinha o gato considera seu "miau" como língua portuguesa. No primeiro quadrinho o seu miado não é língua portuguesa mas nos demais quadrinhos quando aparecem suas falas o código empregado na escrita é sim,Língua Portuguesa.

2 - Justifique por que o gato foi compreendido.

R = O entendimento se dá pela situação, pelo contexto, a situação deve ser comum entre o gato e aquelas pessoas por isso há um entendimento e um significado para o miado.

3 - Por que o texto não é incoerente, apesar de mostrar um gato pensando em português?

R = Porque o texto pertence ao mundo textual, faz parte de uma tirinha onde ocorre a personificação dos animais. Além disso a sequência dos fatos na tirinha faz sentido.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Unidade 16 - A produção textual

Atividade 1

Texto: Eu é que pergunto para a caneta (Gabriel o Pensador)

a) Considere o papel exercido pela caneta atribuído no ato de escrever. Relendo o poema, a que elementos a caneta é comparada? Comente:

R= No poema a caneta é comparada a um transporte que pode levar o escritor a um planeta, a locais completamente diferentes;à uma luneta que levará o autor a observar, visualizar lugares a acontecimentos e aos trabalhadores pois realiza o trabalho para o escritor porém sem fazer greve.
Assim, no poema, podemos ver a caneta como um transporte, um veículo e também como um instrumento.

b) Poderíamos concluir que a caneta nesse poema está sendo utilizada no lugar da escrita.Se interpretarmos assim, qual seria a figura de linguagem utilizada?Para quê?

R = Metonímia. Onde se substitui a parte pelo todo.

c) Relendo o texto, como você acha que o autor descreve o processo de criação escrita?

R = Como algo mágico e especial que leva a viajar, a lugares diferentes, que liberta, que leva a experimentar diferentes sensações e emoções .E o escritor , no caso, é um instrumento que irá
passar para o papel todas estas experiências por ele vividas ou observadas.

d) Na sua opinião. como o autor trata o trabalho do poeta?

R = Neste poema vemos retratado o trabalho do poeta de duas formas distintas, uma traz a visão poética da inspiração que leva ao ato de escrever e a outra que coloca a escrita de poemas como um trabalho de mão-de-obra, quase braçal. Além de fazer também colocações sobre a intertextualidade quando lembra que o poeta está sempre resgatando ideias e palavras para usá-las em sua obra.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Conhecimentos prévios interferem na produção de significado do texto?

Atividade 15

A) Você tem costume de usar o termo " composição "? Na época em que fizemos o "curso primário", nossas professoras nos pediam composições diariamente.Que palavras substituíram essa, que era certamente comum no tempo da infância do autor?

R = O termo "composição" coincidentemente fez parte de minha vida escolar também no "curso primário". Tínhamos o nosso "Caderno de Composição" e devo confessar que como sempre tive muita facilidade nesta área guardei comigo alguns destes cadernos.
Lembro-me de que naquela época elas geralmente eram voltadas para temas como os Dia dos Pais,Dias das Mães, Férias,Meu animal de estimação,etc. Nada que nos fizesse refletir ou opinar sobre muita coisa.
Depois o termo foi substituído por "Redação" e atualmente para "Produção de texto".
Apesar da mudança na nomenclatura o trabalho feito mudou pouco mas hoje já se cobra dos alunos uma visão mais pessoal e individual sobre os mais diversos temas e assuntos que o cercam cotidianamente.

B) Nesta capa, que elementos nos sugerem que se trata de textos "escritos por crianças"?

R = O próprio uso do termo "composição" sugere um texto infantil, os erros de português contidos na imagem, o uso da letra cursiva no título do livro, o desenho também voltado para o universo infantil.

C) Os elementos da capa o fazem ter expectativa de este livro ser "de humor", ou um texto teórico sobre questões da escrita da criança?

R = Em se tratando de Millôr Fernandes, através do uso de conhecimentos prévios de sua obra que é voltada para o humor e analisando a capa contendo erros ortográficos, já imagina-se que seja realmente uma sátira, um livro de humor.

D) Há dados que sugiram a você que o livro é "para crianças"?

R = Analisando bem a capa vemos que não, pois além de não haver nada escrito sobre Literatura Infantil, os erros da capa não seriam endereçados a alguém que ainda não domine totalmente a ortografia, pois assim não teria a função humorística, que é o objetivo da mesma.

E) Algum elemento desta capa o aproximaria ou o afastaria do livro?Por que?

R = Conheço muito da obra do escritor e inclusive, gosto muito deste gênero e do modo como Millôr o conduz .Então, o nome do autor já seria algo que me aproximaria do livro.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Trabalhando com gêneros textuais

Atividade 2:
Texto : Lavadeiras de Moçoró

a) Que palavras e expressões o autor usa para falar da hereditariedade das pedras do rio?

R = Algumas como : "herança de família ", "passando de mãe a filha", "passando de filha a neta".

b) Como o autor descreve fisicamente as lavadeiras?Compare a descrição com a das pedras.

R = Usando metáforas: "umas são arredondadas e cheias outras magras e angulosas, todas têm ar próprio, que não se presta a confusão".

c) Como a ideia de trabalho relaciona pedra e lavadeira?

R = É um trabalho cúmplice, onde uma necessita da outra,uma acompanha a outra :"formam um ente especial, que se divide e se unifica ao sabor do trabalho".

d) Destaque algumas expressões empregadas conotativamente ( em sentido figurado) no texto:

R= Algumas como : "as pedras são uma fortuna", "a pedra acompanha a canção em surdina""não se deixam seduzir por estranhos",etc.

e) Imagine que o autor tivesse usado menos "imagens", tivesse usado outras palavras para falar sobre o trabalho das lavadeiras de Moçoró. O texto poderia continuar como literário? Por quê?

R= Dependeria muito da forma de se expressar. Ele poderia por exemplo manter a poeticidade com imagens diferentes porém, mantendo a finalidade lúdica e estética da linguagem.

Gêneros Literários: do intuitivo ao sistematizado

Questões sobre o texto referência:

1 - Por que gêneros não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa?

R= Porque os gêneros literários são altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos.Surgem emparelhados a necessidades e atividades socioculturais e tem uma estreita relação com inovações tecnológicas.

2 - Por que os gêneros são caracterizados como práticas sociocomunicativas, e não como práticas linguísticas?

R= Na definição de um gênero o mais relevante é a situação de comunicação que o envolve, a prática de sua realização e não a sua forma linguística.

3 - A palavra "suporte" aparece várias vezes no texto para designar algo ligado ao texto e ao gênero. A partir do contexto, a que você acha que ela se refere? Dê alguns exemplos:

R = Pode-se tratar de um veículo ou objeto concreto onde se apoia o texto como: livro, revista,Internet,etc.

4 - A partir do que diz o texto, como você acha que surgem novos gêneros?

R = Os novos gêneros surgem sempre a partir de inovações culturais, avanços tecnológicos; mas não são completamente novos pois se apoiam em gêneros já conhecidos e com os quais têm alguma semelhança.

5 - Por que desaparecem gêneros antigos?

R = Os gêneros antigos desaparecem quando,deixando de ter certa relevância cultural,são substituídos por novas tecnologias.

6 - Como se comportam os novos gêneros em relação às fronteiras entre oralidade e escrita?

R= Os novos gêneros integram signos de várias naturezas e têm uma tendência a desfazer ou enfraquecer as fronteiras entre a oralidade e a escrita por serem mais maleáveis.

7 - Que aspectos podem servir de critério para a classificação de um gênero?

R= Aspectos formais como os linguísticos,estilísticos e também aspectos funcionais, culturais.